.Livros: Lendo Mulheres que Correm com os Lobos e Anne Brontë!

Ler é um hábito que tenho desde pequena e do qual sempre gostei muito. Nem sempre é possível manter um mesmo ritmo de leitura, já que muitas vezes o trabalho ocupa um tempo maior do que planejamos, assim como outras coisas da vida. Estou num momento propício para leituras e decidi dividir com vocês dois livros que estou lendo!

– Mulheres que Correm com os Lobos – Clarissa Pinkola Estés

Este livro apareceu em minha vida a muitos e muitos anos atrás, como indicação de uma grande mulher e amiga. Muito imatura, julguei o livro pela capa (quem nunca?) sem nem procurar saber sobre o que se trata e o deixei de lado. Quase dez anos depois, outra grande figura feminina o recomendou e cá estou eu, mergulhando de cabeça no Mulheres que Correm com os Lobos.

O Livro, publicado pela Rocco, é apresentado em seu site da seguinte forma:

“Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis. A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos.

 Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Segundo a analista, a exemplo das florestas virgens e dos animais silvestres, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros. Mas sua energia vital, segundo ela, pode ser restaurada por escavações “psíquico-arqueológicas” nas ruínas do mundo subterrâneo. Até o ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher.”

De encontro com um momento de auto-descobertas e empoderamento, este livro me fez olhar para mim e os caminhos que trilhei na vida de outra forma, me provocando a buscar essa tal “Mulher Selvagem”. Ainda tenho muitos capítulos pela frente mas já garanto que o livro será revisitado durante toda a minha vida. Acredito ser uma leitura importantíssima não somente para mulheres de todas as idades, mas também para os homens, para compreenderem melhor a “Mulher Selvagem” nas pessoas e, quem sabe, em si mesmos – já que acredito que somos todos formados de uma dualidade feminino/masculino.

 

 – A Moradora de Wildfell Hall – Anne Brontë

Vou confessar: nunca li nenhuma obra das irmãs Brontë. Vamos começar daí. A maioria de nós já ouviu falar do “Morro dos Ventos Uivantes” da irmã Emily Brontë, ou de “Jane Eyre”, da Charlotte Brontë. Apesar de serem livros famosos, sendo clássicos da literatura inglesa e tendo ambos adaptações cinematográficas, nunca me senti realmente cativada por eles. Porém fiquei muito interessada ao ouvir falar do “A Moradora de Wildfell Hall”, que também descobri por indicação.

Estou lendo o e-book do livro, mas aqui no Brasil encontramos uma linda edição bilíngue da Editora Landmark. No site deles encontramos a seguinte apresentação:

“Em uma época onde era considerado inapropriado para uma mulher escrever livros, Anne Brontë concebe um dos primeiros libelos feministas da literatura.

 Foi preciso uma jovem, morrendo de tuberculose, para levantar a questão do papel da mulher em uma Inglaterra imersa na Era Vitoriana. A MORADORA DE WILDFELL HALL, publicado em 1848, é considerado um dos primeiros livros a denunciar a submissão feminina na sociedade inglesa. Para Anne Brontë, autora da obra, a mulher deveria ser dona do próprio destino, o que implica em um novo posicionamento em relação ao homem. 

E é bem isso mesmo. Vibro a cada pincelada de feminismo neste livro e tenho saboreado muito esta leitura. Estou muito cativada pela temática, já que sou a favor do empoderamento da mulher e da busca pelo que é nosso de direito.


 

Ao final da leitura volto com o veredito final para vocês, apesar de estar com uma opinião muito positiva sobre eles!

Tenho outros livros à espreita, me pedindo para serem lidos, e outros livros que estão em um longo processo de leitura paralela, mas estes terão sua vez de aparecerem por aqui também!

É isso!

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2 comentários sobre “.Livros: Lendo Mulheres que Correm com os Lobos e Anne Brontë!

  1. Brisa disse:

    Ah eu adorei esse post! Tão raro alguém falar das Brontës! ❤
    Espero que continue lendo mais obras delas.
    "Mulheres que Correm com os Lobos" é um livro que estou namorando! Em breve quero começar a ler e levar pra vida!
    Obrigada pela dica Bah!

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    • bahzofila disse:

      Que bom que gostou querida! Tenho a sensação de que a Anne Brontë é ofuscada pelas outras irmãs. Preciso ler outras obras delas mesmo! Garanto que você vai adorar o Mulheres que Correm com os Lobos. De verdade! Me conta quando começar a ler!

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