Lições que aprendi cuidando das minhas suculentas

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Já faz alguns meses que ganhei minhas suculentas plantinhas gordinhas de aniversário e surpreendentemente elas continuam vivas!

Dentre os vários tipos de plantinhas, estas são consideradas de certa forma fáceis de se cuidar, mas acredito que elas sejam realmente fáceis quando você tem total conhecimento de como esse cuidado “simples” deve ser feito. Claro, como todo ser vivo, elas precisam das condições ideais para crescerem fortes.

Só para esclarecer: sou uma pessoa normal como todo mundo, sem super conhecimentos sobre plantas, especialmente as suculentas. O que compartilho hoje com vocês é tudo fruto dessa vivência com elas. Então vamos lá!


Lição 1 – Pesquise bastante

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Para começar, suculentas precisam de pouca água e um sol bacana. Essa foi a informação imediata que obtive e comecei confiando nelas. Mas a verdade é bem mais complexa.

Cada tipo de suculenta é diferente: uma espécie vai necessitar de mais ouenos água do que a outra. Então, ao comprar uma plantinha gordinha (ou um conjunto delas), faça uma pesquisa inicial.

Se você for virginiana como eu ou gostar de catalogar coisas e organizar coisas, pode fazer fichinhas das suas plantinhas. Quase uma Pokedex!


Lição 2 – Respeite os intervalos entre as “molhagens”

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Eu sei que pode ser difícil, principalmente se você tiver outras plantinhas que precisem ser aguadas todos os dias…

Mas é necessário! As suculentas (assim como os cactos) quando regadas em excesso começam a apodrecer pela raiz e vão morrendo. Claro que há formas de se salvar uma suculenta nesses casos, mas melhor evitar que isso aconteça.

Cada tipo de suculenta precisa de uma certa quantidade de água… Plantei uma gordinha nova com as minhas duas primeiras e ela não se adaptou bem… As outras estão crescendo enquanto a terceira parece estar morrendo (vou tentar evivê-la!).


Lição 3 – O clima interfere muito

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Outra coisa que li por aí é que você precisa molhar as plantinhas com menor frequência  em épocas frias e maior frequência quando está quente.

E é verdade! Mas nenhum lugar vai te contar que frequência é essa. Então. nesses casos é melhor ir testando aos poucos, e sempre evitar molhar demais.


Lição 4 – O substrato importa

É importante, quando for mudar uma suculenta de vaso (ou montar um vaso com várias) , que você respeite todas as camadas necessárias do substrato.

Resumidamente, elas são: pedrinhas ou argila expandida, areia, terra adubada com areia.

Muitas pessoas também recomendas utilizar um substrto pronto para cactos, que vão dar os nutrientes e a drenagem que as suculentas precisam.


Lição 5 – Tenha MUITO cuidado ao manusear mudas

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Essa foi uma lição muito sofrida, especialmente com a plantinha nova.

As folhas de qualquer suculentas são pouco flexíveis e se soltam facilmente. Muito facilmente. Então ao transplantar a terceira suculenta MUITAS folhas se soltaram, mesmo eu sendo muito cuidadosa. Foi sofrido mas eu aprendi.


Lição 6 – Paciência, muita paciência

Essa é básica no cuidado com qualquer planta, mas para mim tem sido um aprendizado mais demorado.

Sou super controladora e gostaria que as plantinhas demonstrassem mais claramente se estou cuidando direitinho ou não, então fico super preocupada!

Mas é importante ter paciência, respirar fundo e seguir as orientações. Mas nenhuma regra é inflexível e você vai conhecendo as suas plantinhas com o passar do tempo, adaptando o que for necessário.

Também aprendi com essa experiência que sua noção de paciência não é a única medida de tempo.

Sabe todas aquelas folhinhas que se soltaram da terceira plantinha? Pois é… Coloquei todas sobre a terra e deixei para que gerassem novas mudinhas. Fiquei observando por várias semanas e só duas haviam vingado. Acreditei que as outras folhinhas tinham morrido mas não as joguei fora…

Aí, num belo dia, fui dar um oi para as plantinhas e o que eu vejo? Todas as folhinhas deram mudinhas!!!


Não acho que eu tenha desenvolvido um dedo verde (principalmente porque acho que as minhas meninas não estão 100%…).

E vocês? Tem plantinhas gordinhas? Como cuidam delas? Me conta aqui nos comentários!

É isso!

Sobre se perder e se encontrar

Às vezes temos um caminho muito claro a trilhar, com objetivos definidos e algumas rotas alternativas caso seja necessário. Podemos estar recém realizados por superar um desafio, ou por ter conquistado algo muito desejado. Podemos chegar ao ponto de ter passado por uma experiência difícil, talvez termos aprendido a lição e sentir que estamos mais fortes.

E aí algo acontece. Pode ser qualquer coisa, mas essa coisa chega e te tira todo o chão. Pode ser uma coisa que te acerta em cheio como um furacão, de uma vez, ou algo pequeno que gradualmente desencadeia uma bola de neve.

Você se vê correndo atrás daquele sentimento de equilíbrio, de realização, de completude. De repente você não se sente tão forte quanto antes e chega a questionar certas decisões. Você pode chegar a questionar suas próprias conquistas, e até as lições que aprendeu. A dúvida pode ir longe… e te fazer questionar quem você é, o que te motiva, qual seu objetivo na vida.

Aí você se perde. E ajustar o foco daquela imagem tão clara fica difícil. É a sensação de estar suspenso, congelado no tempo, enquanto o mundo continua girando. Quando você se perde a sensação mínima de controle e poder se esvai.

Em tentativas desesperadas olhamos para todos os lados, consideramos todas as alternativas, e percebemos que de tanto correr e tentar abraçar o mundo estamos sem fôlego e muito confusos.

Claro, à medida que os anos passam nós aprendemos muitas coisas e “sabemos” de muitas coisas. “Aprendemos” muitas lições. Mas eu acredito que existem dois níveis de aprendizado: o aprendizado racional, da cabeça; e o aprendizado emocional, do coração.

Já ouvimos dizer várias vezes que “Deus escreve certo por linhas tortas”, ou “para cada porta que se fecha, uma outra se abre” ou qualquer outro ditado similar. Todos já ouvimos, e vários de nós já passaram por experiências desse tipo. Aprendemos racionalmente, com a cabeça, que a vida não segue numa linha reta, por mais que uma linha reta seja exigida de nós.

Então algo acontece e você se vê desolado por um sentimento que você acreditava já ter superado, não sabendo lidar com uma situação com a qual você já conseguiu lidar antes. E é nessas horas que é possível ver que não aprendemos com o coração. Racionalmente sabemos a resposta, sabemos a solução, mas o coração não acompanha a cabeça. Tanto não acompanha que muitas vezes não conseguimos materializar o que a cabeça sabe por bloqueios do coração.

Eu poderia seguir descrevendo o desamparo que é se perder por um longo tempo (também porque sinto que estou neste turbilhão, ao meu modo) mas acho que tudo tem dois lados e sempre é necessário parar, respirar fundo, e tentar enxergar o outro lado da perda.

Se tem uma lição que eu aprendi esse ano – e acredito ter aprendido com o coração – é que todo problema, não importa o quão escabroso ou hediondo, contém nele mesmo a solução. E isso vale para tudo. Problemas financeiros, amorosos, de saúde, tudo. Tentar ver o problema não como o seu inimigo mas como um mensageiro com informações importantíssimas sobre algo foi uma coisa muito difícil que aprendi em 2015.

Acredito que momentos de crise são oportunidades para grandes transformações, mas elas nunca são fáceis. E quão maior ou mais significativa, mais intenso será o processo. Pode ser uma superação emocional, uma aceitação, uma tomada de decisão que demandará muita energia. Mas, se passarmos pelo processo de braços abertos e nos entregarmos, sairemos desse furacão mais fortes.

Se perder pode ser uma nova chance de olharmos para nós mesmos e nos conhecermos melhor. Talvez se perder seja o primeiro passo para nos aproximarmos cada vez mais daquela pessoa que realmente somos.

Vivemos num mundo massacrante, exigente, e acabamos nos tornando pessoas diferentes, distanciadas da nossa essência. Podemos estar tão imersos nessa “pessoa” que precisamos de uma boa sacudida para abrirmos os olhos e voltar a atenção pro que tá lá dentro, o que realmente importa.

Uma das coisas que “me perder” me fez enxergar foi enxergar que o caminho que escolhi não dava espaço para fazer as coisas com as quais eu mais me identifico, e pelas quais e com as quais eu consegui muito evoluir como pessoa. Mais do que isso, que essa escolha foi consciente: que eu mesma me privei das coisas que mais amo no caminho que trilhei. E precisei ser sacudida, sofrer e passar por mais perdas.

Encarar a feia verdade, olhar diretamente nos olhos de Baba Yaga (entendedoras entenderão) é difícil e doloroso, mas necessário. E acredito que para se encontrar é necessário olhar para aquilo que é feio ao nossos olhos, algo que não gostamos, mas que precisamos aceitar; ou ver aquilo que precisa deixar de existir para dar vida a algo novo e deixar que aconteça (novamente, entendedoras entenderão).

Se encontrar também é se permitir recomeçar. E à medida que o tempo passa fica cada vez mais difícil. Digo isso pois esse ano eu fiz 30 anos e a pressão de se ter uma vida resolvida e ser uma pessoa resolvida é enorme. Aprendi nos meus 20 anos a aceitar e buscar recomeços, mas agora a idéia é um “pouco” assustadora.

Nossa, recomeçar aos 30? – Sim, eu posso e você também pode recomeçar aos 20, 30, 40, 50, 60, 70….

E a gente se encontra quando desapegamos da idéia de que nunca deveríamos termos nos perdido. Quando realmente nos entregamos ao processo. Quando desapegamos de conceitos como controle, conforto, e evolução em linha reta.

O desapego da “linha reta” é uma lição que ainda não aprendi inteiramente com o coração, pois sempre sofro com ela, mesmo sabendo de cor – com a cabeça – que a vida não segue em linha reta. A vida mais parece um emaranhado de linhas, e isso não é ruim. Talvez a vida nem seja uma linha…

Quando a gente se liberta, se entrega, toda aquela energia que gastávamos nos prendendo a alguma coisa está agora livre para ser empregada em algo novo. E acredito ser essa a força que usamos para nos reerguer.

Então eu espero com todo o meu coração que, caso você esteja perdido(a), consiga se entregar, deixar livre a sua energia e que consiga canalizá-la naquilo que realmente importa. Espero que você consiga se olhar, se aceitar, se fortalecer e se encontrar.

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Fonte: Coisas Boas Acontecem

.Etc: Fazendo a mala!

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Fonte: The Land of Nod

Sou uma dessas raras pessoas que gosta de fazer mala para viajar. Mas adoro mesmo! Como uma boa virginiana, adoro planejar o que vou levar, quantificar, separar e distribuir as coisas de forma bem organizada dentro da mala, mochila, o que for.

Como deu para perceber, dei uma sumida pois semana passada fui a um congresso em São Paulo e fiquei uma semana fora. Aproveitei a oportunidade resolvi fazer um post com algumas dicas sobre como fazer uma mala com as coisas certas, nas quantidades certas, e da forma mais organizada possível! São dicas básicas, que refletem os meus hábitos na hora de fazer a mala, mas que acredito serem aplicáveis a qualquer situação!


1 – Comece a fazer a sua mala alguns dias antes

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Essa realmente é a principal dica. A mais importante, a mais brilhante e reluzente: não faça sua mala na véspera! Sem alguns dias de sobra você não conseguirá seguir as outras dicas que darei aqui. Então não tenha preguiça!

Você precisa de um tempo extra para se planejar, vasculhar o que tem, lavar roupas e acessórios caso necessário e comprar os itens que estiverem faltando. Então vou falar mais uma vez: não faça sua mala na véspera!


2 – Planeje o que levar

Antes de sair tirando tudo do seu armário é importante pensar em quantos dias durará a viagem e checar a previsão do tempo para o período. A partir daí você pode definir quais tipos de roupa levar e quantificar “mudas” ou “looks”. Essa quantificação é muito importante para você manter sua bagagem sob controle! Também não se pode esquecer de considerar se você terá algum evento mais chique ou algo assim.

Aqui você também pode fazer uma check-list das coisas que você considera importante ser levado. Peça ajuda de outras pessoas, que podem se lembrar de coisas que você deixou passar.

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2 – Otimize a sua seleção

Agora que você já tem um esboço do que vai na sua mala, é hora de otimizar! Não é porquê decidi levar oito “mudas” de roupa que levarei oito blusas, oito saias ou oito vestidos! A chave aqui é escolher peças que possam ser combinadas umas com as outras e que possam ser usadas mais de uma vez.

Comece com algumas peças básicas, que sejam coringas no seu guarda-roupa e que vão com tudo, e a partir delas escolha peças divertidas, coloridas ou com estampas! As peças que estarão em menor quantidade (casaco, lenço, sapatos) também devem ser escolhidos de forma a combinarem com todas as peças que você for levar.

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3 – Organização da mala estilo Tetris!

Existem várias formas de se fazer isso e o importante é encontrar a forma que for mais prática para você. Eu já testei vários sistemas e uma coisa que adoro fazer é empacotar as peças por categorias em sacolas transparentes: calças, saia + vestido, camisetas, regatas, roupas íntimas, sapatos. Assim fica fácil de tirar coisas de dentro da mala e você não irá bagunçá-la.

As peças que amassam menos (como jeans, jaqueta, toalha) ficam no fundo da mala e peças que podem amassar mais ficam por cima. Itens pesados como sapatos, secador de cabelo, etc, devem ficar também mais ao fundo ou distribuídos pelas laterais.

O mesmo vale na organização da mochila! Você pode também enrolar as suas camisetas e distribuí-las na mala de acordo com o espaço disponível.

Outra dica que acho importante é fazer o trajeto da viagem com roupas que sejam as mais volumosas ou que ocupem mais espaço na sua mala (caso o clima permita). Isso permitirá que você ganhe um espaço a mais para colocar produtos de higiene pessoal e sapatos.

Falando em produtos de higiene pessoal, as mesmas dicas se aplicam: planeje e otimize! Coloque xampus e condicionadores em frascos menores, estimando um número de lavagens. Faça o mesmo com cremes hidratantes e finalizadores de cabelo, enxaguante bucal, caso seus frascos sejam grandes. Tudo aqui segue a regra do “menor é melhor” (mas não esqueça de considerar a duração da sua viagem e quanto de produto você vai precisar). Na hora de colocá-los na mala certifique-se que estão dentro de sacolas plásticas (ou necessaires) bem fechadas.

Muitas vezes é difícil levar pouca maquiagem, mas é preciso ter controle! Escolha produtos que sejam multi-funcionais e versáteis, pensando em formas variadas de usá-los. Lápis de olhos, corretivo e batom são alguns exemplos de produtos que podem ser usados de vários jeitos além daqueles mais óbvios!


4 – Confira tudo quando achar que tiver terminado!

Quando achar que tiver terminado descanse uns minutinhos, tome um copo de água e confira tudo de novo. No calor do momento, vendo aquele monte de coisas na sua frente, pode dar uma angústia e vontade de fechar a mala de uma vez. Mas é importante revisar tudo e lembrar daquelas outras coisinhas que acabam fazendo falta.

Itens como remédios, band-aid, pinça, tesourinha, sacos plásticos extras para roupa suja, lenços de papel,  fio dental, carregadores de celular e adaptador de tomadas são normalmente esquecidos.

Uma forma ótima de revisar tudo é consultar a sua check-list. Como falei antes, você pode desenvolver a sua no planejamento ou consultar alguma já pronta. Tem várias legais por aí, como a da Organize a Sua Vida, do 360 Meridianos, e da Danielle Noce.

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5 – A bagagem de mão é sua amiga

Seja para uma viagem curta ou longa, de carro, ônibus ou avião: não subestime o valor de uma bagagem de mão. Pode ser a sua bolsa, uma mochila ou uma malinha menor, mas nela pode estar a salvação da sua jornada.

Nela você deve levar itens de valor e coisas que você não quer perder, como eletrônicos e documentos e alguns remédios – antialérgicos, analgésicos, remédios para enjoo e indigestão. Leve também algo para te distrair, como um livro! Encontre espaço para um casaquinho leve ou um lenço, já que você pode se deparar com um ar condicionado bem forte. Caso seja uma viagem de avião, você pode levar uma muda de roupa extra (coisa que eu nunca levo…).

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Na minha bagagem de mão gosto de levar meus eletrônicos e respectivos carregadores, um livro (normalmente meu kindle), meus documentos, uma caderneta + caneta, minha necessaire (com hidratante labial, hidratante para as mãos, um espelho, uma pinça, remédios, lenços umidecidos íntimos, lenços de papel e batons) e um casaquinho ou lenço (às vezes os dois). 


Estas são algumas dicas minhas que sempre aplico quando vou fazer a mala.

Adoro todo esse processo de planejamento e organização, e espero que as informações que compartilhei com vocês os ajudem na próxima mala a ser feita!

Caso queira mais dicas sobre planejamento e arrumação de malas, você pode clicar aqui, aqui e aqui!

Então é isso! Você tem alguma dica bacana para fazer uma mala direitinho? Me conta nos comentários!